As obras do Anel Viário de Campo Grande, parte do ambicioso Plano de Mobilidade da Prefeitura do Rio, seguem a todo vapor e entram em nova etapa estratégica: a construção de um viaduto que ligará diretamente a Estrada da Posse ao túnel sob o Morro Luiz Bom.
O que já foi feito — e para onde vamos
Em setembro de 2024, a prefeitura concluiu a perfuração da primeira galeria do túnel sob o Morro Luiz Bom, entre a Estrada da Caroba e a Estrada da Posse. A detonação final marcou uma etapa importante na escavação do túnel, com cerca de 566 m de extensão por galeria.
Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura, além das pistas para veículos, serão construídas ciclovias laterais, sinalização, sistema de ventilação com oito ventiladores, detecção e combate a incêndio.
Para o túnel, a previsão de conclusão das perfurações foi acompanhada pela geração de mais de 1.200 empregos diretos e indiretos, operando em três turnos.
Novo viaduto para melhorar a conexão
Agora, a prefeitura direciona os esforços para a construção de um viaduto de acesso que permitirá integrar a Estrada da Posse ao túnel. Essa intervenção representa um elo essencial no anel viário, criando uma rota mais fluida e direta para o tráfego local.
A importância desse viaduto vai além da mobilidade: a Prefeitura prevê que o avanço nas obras reduzirá significativamente o tempo de deslocamento na região. Segundo a SMI, uma viagem que hoje leva cerca de 30 minutos pode ser reduzida para 15 minutos após a entrega das intervenções.
Interdições e logística de obras
Para dar vazão à construção, parte da Estrada da Posse está interditada entre a Rua Abel Ferreira e a Rua Valdir Azevedo, segundo comunicado da Prefeitura.
Durante esses períodos de obras, a CET-Rio tem redirecionado o trânsito para uma faixa já construída, com sinalização específica e apoio de operadores de tráfego. Os pedestres também contam com caminhos seguros para circular com mais segurança.
Investimentos e previsão
O anel viário de Campo Grande tem extensão de 5,7 km e investimento estimado em R$ 286 milhões.
Já o Plano de Mobilidade mais amplo conta com quase R$ 1 bilhão em recursos para diversas intervenções na região, incluindo duplicações, novos acessos, melhorias viárias e infraestrutura cicloviária.
